segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Não tinha um post melhor...

Eu queria fazer um post divertido, engajado, legal, mas acho que hoje não vai sair alguma coisa boa...
Mas quero escrever esse post mesmo assim...

Sabe, tava pensando um dia desses, se somos protagonistas, coadjuvantes ou figurantes nessa vida...
Sempre me senti uma figurante... Sabe, vc até tem sua parcela de importância, mas, nunca será lembrado... Aí uma amiga deixou um recado no meu flog dizendo que, talvez não seja lembrada como eu queria, mas que sou lembrada sim, quando ela vê doces numa loja e pensa em mim...
Andei notando que, a gente tem a parcela de importância que nós queremos conquistar na vida de alguem...
Percebi que quero fazer coisas boas para ser lembrada, embora algumas vezes, eu "sento o dedo nessa porra" e falo mais do que eu deveria, ou não pondero as palavras para expressar o que sinto...
Não é novidade para as corolidas, que eu ainda lamento muito o episódio com a Marcely, porque ela ainda é uma pessoa da qual me lembro todos os dias, da qual ainda admito para todo mundo que amo ela de paixão mesmo que ela esteja ressentida comigo, mas, apesar da forma nada ortodoxa, ela mudou, pelo menos teve uma melhora bem relevante... As vezes a gente aprende na porrada, sabe... E eu sinto saudades dela, das piadas dela, de tudo, e sinto de verdade, porque apesar de tudo, da raiva, a ira do momento, ela continua sendo a mesma coisa foufa de antes, com seu humor ácido/negro, sua melancolia imbativel e seu modo cult de ver a vida...

Tambem percebi o quanto eu tenho medo e não noto que, isso me faz afastar a pessoa que amo... Sim, de fato, não somos nem seremos um casal normal, não seguimos padrões e no fundo, não temos nada a ver, mas não me imagino acordando sem escutar os peidos estrondosos do meu Ogro, não conseguiria viver sem hematomas e mordidas pelo corpo, nem sem a mania de gato que ele tem de esfregar a cabeça na minha barriga pedindo carinho...

As pessoas são lembradas por aquilo que fazem para as outras, seus atos dirão se você vai ser a protagonista ou a figurante da vida de alguem...
Eu estou revendo meus atos, porque quero mais protagonistas e coadjuvantes na minha vida, e quero ser protagonista e coadjuvante na vida das pessoas...

Meu fim de semana foi maravilhoso, pois conheci pessoas que até então eram figurantes na minha vida... E agora são protagonistas da minha alegria, da melhora da minha melancolia chata que as vezes teima em ir embora...
E isso vem acontecendo sempre, desde que conheci a Djuli, Angel, o Joe, agora a Anna e a Nay...
Imagino um dia indo pra Brasília conhecendo a Kiki, a Marce... Acho que eu ficaria doida... As corolidas juntas...

E essas pessoas são protagonistas da minha vida, eu quero continuar juntando esse elenco de pessoas brilhantes, que tornam minha vida mais alegre e divertida...

E sabe de uma coisa? Mesmo que a vida não tenha sentido nenhum, ela é aquilo que você quer que ela seja...
O unico sentido que existe, é aquele que nós queremos dar à nossa vida...

Eu sou sincera quando peço desculpas, quando reconheço meus erros e quando digo que, eu amo todas as pessoas , que mesmo longe, ainda assim, lembram de mim como eu lembro delas...
Ou aquelas, que me fazem/fizeram tão feliz, que eu jamais esqueceria delas, mesmo que elas ainda estejam magoadas comigo...


Eu amo vocês...


Boa semana pessoal...

Humor negro é que nem braço...

Uns tem, outros não...



domingo, 17 de janeiro de 2010

A invençao da Mentira

Assisti um filme ontem, que vi num forum. A estreia foi em outubro do ano passado e por algum motivo nunca chegou nos cinemas daqui.
Pois é, baixei em torrent, aproveitando a pesquisa de outros titulos. A premissa é interessante e acho que vale o comentario.

The Invention of lying (A invençao da mentira)

Sinopse: A história se ambienta em um mundo alternativo onde a mentira não existe. Mark (Gervais) descobre possuir a capacidade de manipular a verdade e começa a usá-la, claro, para seduzir uma bela mulher (Jennifer Garner).
Elenco: Ricky Gervais, Jonah Hill, Jennifer Garner, Tina Fey, Jason Bateman, Patrick Stewart, Rob Lowe.

Imagine um mundo sem mentira. Nao porque as pessoas sao honestas ou certinhas demais para tal, mas elas simplesmente nao sabem mentir.
Imagine viver numa sociedade em que todos dizem exatamente o que pensam, o que querem e o que acham o tempo todo, sem medo de magoar, aborrecer, agradar ou serem mal interpretados.

O filme começa de um modo curioso: Mark (interpretado por Ricky Gervais, o Michael do The Office Britanico) tem um encontro com uma moça e fica de busca-la em casa. Ele chega mais cedo e ela atende a porta apressada, arrumando o vestido. Ele acha estranho e pergunta se ela esta pronta.

-Ahn, nao! Sabe o que é, eu fiquei com vontade de me tocar, voce chegou mais cedo do que deveria e eu tive que parar. Voce poderia esperar ai no sofá? Eu ainda estou com vontade e queria terminar o que comecei...

Enquanto isso Mark espera sentado no sofá a mocinha terminar de fazer "o serviço" e como a situaçao ja ta tosca o suficiente fica puxando assunto.

Ela finalmente conclui e eles saem para comer. Ja no restaurante a mae da mocinha liga e pergunta como esta o encontro. Ela responde sentada de frente pra ele na mesa:

-Ahn, ele é legal, mas...É gordo. E feio. E tem um trabalho horrivel. Nao vai rolar nada. Nao, nem um beijo, credo!

Somos conduzidos com esse discurso o tempo todo, entao Mark é despedido e obrigado a ir no banco sacar o que lhe resta para pagar as ultimas contas. A caixa pergunta quanto ele tem guardado e ele mente o valor, sem querer. Sim, foi um impulso nervoso que o fez trocar de valor. Como todos só falam a verdade a caixa confere o valor no sistema. Ve que teoricamente ele tem menos, porem pensa que foi um erro no sistema e confia na palavra de Mark, que recebe um valor muito maior do que de fato tem.

Assim ele começa a refletir que mentir tras beneficios, afinal nao há prova contra ja que todos só conhecem a verdade e nao importa o que ele disser ou fazer: ninguem ira duvidar.

É interessante porque explora alguns pontos em especial:

-Antes dele mentir a vida era ruim. Nao apenas pra ele, todos ao seu redor tinham a vida horrivel, que inclui: a mocinha futil, um vizinho suicida que diariamente ameaça se matar, sua secretaria que é muito mais capacidade que a maioria dos funcionarios da empresa, a mae que mora num asilo, o melhor amigo que nao tem emprego e passa o dia bebendo...É impressionante como nao conhecemos um só personagem realmente feliz e realizado.

-A falta de critica. Durante toda a projeçao conhecemos apenas UM casal que briga, e mesmo assim sao coadjuvantes: ela porque nao aguenta mais e quer terminar e ele porque fica cada vez mais apaixonado por ela nao querer. O resto nao se dá ao trabalho de discutir. Nunca.
Eles simplesmente aceitam a vida ruim como ela é. Sabe o que parece? Que nao ha motivo para sequer conversar, que a vida é inutil.
Falar somente a verdade torna tudo um saco.

-Mark fala uma grande mentira da maneira mais inocente do mundo: sua mae esta no leito de morte, agoniada, com medo de todo o processo. Ele pra aliviar a dor comenta de como é a vida apos a morte.
Sim, ele inventa as coisas para que sua mae nao fique tao assustada.
O detalhe: alguns medicos ouviram a versao e levaram a serio. Muito a serio.

O que temos na proxima cena é toda a populaçao em frente a casa de Mark querendo saber como ele sabe daquelas coisas.

E aí que começa o climax. O cara nao para de mentir. Pra nós sao coisas basicas, maneiras diferenciadas de se pensar na morte: "Ahn, pessoas boas vao pro ceu, tem sorvete liberado o tempo todo, cada um tem sua propria casa, voce pode fazer o que quiser e tals...". Aquele discurso que todos ja ouvimos.

A diferença é que NÓS sabemos que é apenas uma maneira de aliviar as coisas. Eles só conhecem a verdade. Se alguem fala algo, nao tem como ser em falso.

O que acontece? Algo similar ao caos. Pessoas param de trabalhar, nao vem mais motivos para ter responsabilidades, largam a vida. Afinal morrer é vantagem! Pra que fazer algo nesta vida se na morte sera tudo muito melhor?

A unica coisa que realmente muda quando o filme acaba é a visao da mocinha, que queria a todo custo casar com um cara necessariamente bonito e rico, para que fosse benefico para os filhos.
É assim, ideia fixa. Ela ate gosta do Mark, eles viram melhores amigos, mas evita ao extremo qualquer tipo de intimidade por ele ter o nariz feio e ser gordo. É, ela usa essas palavras.

A moral é simples: a mentira é necessaria. Ninguem pode falar a verdade o tempo todo porque nada é perfeito. A mentira nos torna toleraveis e por incrivel que pareça, pessoas melhores. Porque a partir do momento que nos damos ao trabalho é porque nos preocupamos em magoar.

Falar a verdade é consequencia de encarar as coisas do modo real. No filme é ser infeliz.
Mentir porem é ter visao, é perceber como as coisas podem vir a ser.

O filme é muito bacana. Sei que na pratica nao funciona assim e é uma visao utopica, mas e se fosse desse jeito? E se todos fossem verdadeiros em relaçao a tudo o tempo todo? Será que aguentariamos?

Entenda que falar a verdade é diferente de ser honesto e fazer o CERTO.
Quem tiver oportunidade (leia-se torrent), aconselho a assistir. O filme é gostoso e muito bom, bem desenvolvido, Ricky Gervais é genial.












Fica a dica! d:-D

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Os direitos (chega de deveres!) do leitor

Bom, como eu disse no post anterior, aqui vão os DIREITOS DO LEITOR instituídos pelo Pennac:

1- O direito de não ler. [Nem todo mundo gosta de ler. Nem todo mundo ouve música, vai ao teatro, etc. É um direito da pessoa! E mesmo que não leia, não quer dizer que a pessoa seja um imbecil completo. Mesmo quem costuma ler, pode ficar um bom tempo sem ler, afinal, ler não é obrigação – é acima de tudo, um divertimento e como tal pode não ser nossa preferência por um momento, e daí?]
2- O direito de pular páginas. [como eu disse, tem coisas que a gente não entende ou não gosta, pode ser que não nos interessemos por uma descrição de tapeçaria e prefira ver o que vai acontecer com a personagem principal. Pule, uai, não é nenhum sacrilégio, é seu direito! Você quem escolhe, você que ta lendo o livro e sabe o que gosta!]
3- O direito de não terminar um livro. [não gostou? Pra que ficar se martirizando? Não é se obrigando a ler que vai gostar mais, pelo contrário. Tem vezes que nós nem temos ainda a idade, o conhecimento, a maturidade pra gostar do tal livro – guarda, lê daqui a dez anos. Pode ser que não goste nunca. Pois não leia!]
4- O direito de reler. [é que nem ver Titanic 20 vezes! E cada vez a gente presta atenção numa coisa nova e gosta mais.. .(não faça isso repetidamente com sua música favorita porque enjoa xD)]
5- O direito de ler qualquer coisa.
[Esse é importante! Existem bons livros e os maus (clichês, best sellers da vida). Todo leitor que se preze já leu desse segundo na vida e A-DO-ROU (Minha gata se chama Christie não é por menos xD). Grazasdeus que existem dos segundos, às vezes até hoje eu ainda leio deles. A gente passa a ler os bons por hábito, simplesmente a gente amadurece como leitor e depois de ler muito percebe quais são os melhores, acontece. Ou não acontece... mas, enfim, não é pecado ler livros ruins. Eu tenho certas dúvidas sobre a inteligência de alguém que fica nos clichês pra sempre, mas, né, é pessoal, tem gosto pra tudo nessa vida! E não sair da rotina, ficar sempre na mesma fórmula é sempre confortável e gostoso, convenhamos...]
6- O direito ao bovarismo [livros que empolgam, aventuras de fazer chorar, Crepúsculos ou modas adolescentes – quem não foi adolescente um dia e não foi fanático por alguma coisa levante a mão...]
7- O direito de ler em qualquer lugar [eu não sei cagar sem ler /prontofalei. Deixo bem claro isso quando você for emprestar um livro pra mim ou emprestar um livro meu. Eu leio cagando e também comendo, não é muito higiênico, mas é um direito meu, Pennac disse xD]
8- O direito de ler uma frase aqui e outra ali [é o que eu estou fazendo agora ao copiar essas frases do livro]
9- O direito de ler em voz alta [sabia que nos primórdios nem existia leitura sem voz, só de cabeça? Eu adoro ler em voz alta, ou cantar em voz alta, principalmente em corredor com eco, minha voz é linds, sabe? xD]
10- O direito de calar. [PQP! Se a lista fosse minha esse direito viria em primeiro! Como eu ODEIOOO gente metida a intelectual só porque lê e vem com papinho de: “já leu isso? Já leu aquilo?”, só pra se mostrar /FUUUU. Você pode imaginar que fazendo curso de Letras você topa com um ser desses, é irritante, é nauseante, fez eu querer não ser leitora só pra não ter nada em comum com ele. Claro que discutir algo que você gosta surge, se naturalmente ok. Mas tem gente que gosta de ficar falando palavrinhas enfafifonhas e escalafobéticas sobre o monumental livro que leu e como era profundo... grgrgrgrgr! Ódio! Esse povo é que faz você odiar ler e monta o estereótipo do leitor mal-comido (bom, certeza que esse povo ninguém come... e o pior é que homem desse tipo posa o maior comedor-latin-lover-do-intelecto, come nem a própria mão direito )... A verdade é que geralmente quando você lê, você não quer criticar nem falar se é bom o ruim, você quer só... ler! E tem todo o direito de ler quietinho sem ter que dizer se é bom, se é ruim, se é profundo ou se não é, você é leitor, não crítico. Principalmente se está lendo pela primeira vez e está no meio da leitura... é que nem gente que pergunta: você gozou? Foi bom pra você? Detesto isso, porra, se gozei ou não o problema é meu!]

Livros, leitores e imagens

Que ideia você faz do que é um leitor, do que é um livro? Desenhe no paint, reflita, depois volte aqui.
Eu recém-li o livro Como um romance do Pennac e isso começou a me preocupar com muita frequência. Porque a imagem que envolve os livros não é nem um pouco positiva e isso é em boa parte o motivo das pessoas não lerem, já pensou nisso? Pois veja a imagem a seguir:



Essa é a imagem que as pessoas, geralmente, têm dos livros e dos leitores. Ler torna as pessoas afetadas, sérias, sem nenhuma sensualidade ou bom-humor de verdade. Meu ex-namorado chegou a ficar surpreso quando descobriu que eu, a menina que escrevia o Filosofia Crônica dava e gostava de dar.
O senso-comum (o meu adorado, -not, senso comum) diz que 1- ler causa ressecamento vaginal. E que ler é coisas pra pessoas não-humanas, superiores, mas não humanas.
Acho que muito desse conceito vem de um tempo em que a moral e os bons-costumes ditavam as regras e que os ricos deviam ser bem educados e ter grandes bibliotecas enquanto a massa pobre era só sexo, drogas e muito trabalho nas minas. E os pobres não tinham moral, nem bons costumes como os imponentes ricos. É quase uma distinção entre funk e música clássica. Um é sexo hot hot e o outro... enlevação, coisas sublimes (como se sexo não pudesse ser sublime também – mas é, não naquela época).
Mas, quero dizer... quem disse que música clássica é só sublime e superior? Ou melhor, que os livros são só superiores, não falam da gente nem da nossa vida, quer dizer, não fazem parte da nossa vida?
Quem foi que disse que livros são chatos? Eu (Pennac primeiro) respondo: nossos educadores (pais e professores). Quando falavam pra gente ler, dificilmente era algo como: lê esse livro, é mó legal! Como falariam de uma novela, de um filme, seja o que for. Não, eles sempre falam: livros são superiores, te dão super-poderes, você é OBRIGADO a ler isso porque isso é muito bom pra você (bom no sentido educativo, quase sempre). Se você achar difícil é porque o livro é superior à você e você não é feito pros livros. Motivo pelo qual todo leitor morre na praia porque quando é que no começo das nossas leituras nós conseguimos entender tudo o que está escrito? Nunca! Acredite, nem eu nem ninguém entende tudo 100% na primeira folheada. Não porque livros são mais difíceis, mas porque escrita é código e ao ler nós decodificamos. Não é como ver uma imagem, imagem não tem códigos, imagem é como a vida. Mas leitura exige interpretar um código pra depois entender a imagem. Exige concentração e costume. E, claro, a gente lê o tempo todo, mesmo assim. Quem deixou de usar MSN porque as pessoas escreviam em vez de falar e ler é muito difícil? Ninguém! Quando a gente acostuma a ler e escrever, ambas as coisas ficam fáceis e é isso mesmo nos casos dos livros: ler é uma questão de costume.
Eu não sou superior a ninguém porque gosto de ler, mas tive, primeiramente, a sorte de ter tido um contato mais positivo com o livro que me permitiu me acostumar e me deu o hábito. Ser leitor é quase uma loteria, é preciso ter sorte pra ter um contato positivo com os livros, na maioria das vezes as pessoas não têm essa sorte. O que explica o fato dos leitores reforçarem tanto essa ideia de que leitura é coisa de gente superior. Óbvio que pra eles essa imagem é ótima! Mas é uma questão de sorte, como nascer na cidade grande e ter muito dinheiro ou no sertão do Ceará sem comida. É, simplesmente, uma questão de sorte! Mas da mesma forma, os ricos vão dar a entender que têm essa boa vida porque são superiores aos pobres, não porque tiveram sorte.
E continuando na mesma comparação, eu digo: o que você prefere, ser rico ou ser pobre? Pois é, um leitor, da mesma forma que um rico em relação a um pobre, tem acesso a algumas coisas que um não-leitor não tem. Mas esse não é o motivo pelo qual nos tornamos leitores. Como eu disse ali em cima, não é porque os livros são educativos que lemos (pelo contrário, quando eles se apresentam como educativos é que NÃO lemos!), a gente leu porque teve sorte e gostou, porque ele surgiu na nossa vida relacionado com o gosto e não com a obrigação.
Sabe como eu aprendi a ler? Porque minha mãe contava lindas histórias de príncipes e princesas que usavam lindos vestidos vitorianos. Eu adorava! E depois, achamos na nossa biblioteca livros dessa mesma época e que também contavam histórias de amor! Oras, acha que eu não fiquei doida pra ler? E eram livros nada fáceis pra uma criança. Sabe Dostoievski, Machado de Assis, Shakespeare? Eu li na 5ª série. Mas li porque o “assunto” era do meu gosto, não porque disseram que se eu não lesse eu era uma idiota e era OBRIGADA a ler (se assim fosse eu odiaria, com certeza!). Eu li e amei, mesmo não entendendo boa parte da história. Eu pulava partes, eu ficava confusa em outras, mas não me envergonhava disso, pulava o que não entendia, partia pra parte mais legal, só isso. Claro, dado a temática e ingenuidade, eu adorava José de Alencar muito mais que Machado.
Sabe quando eu quase parei de ler? Depois da faculdade de Letras. Depois que eu vi que os livros eram mágicos, lindos, perfeitos, difíceis e superiores. Acabou a graça, o hobbie, surgiu a obrigação. Obrigação é lavar a louça, não se divertir! LIVROS SÃO DIVERTIDOS. Falta as pessoas frisarem isso!
Livros são divertidos. Assim como a novela, o desenho animado, os filmes. É uma linguagem diferente, por isso é uma experiência diferente de todas essas outras. É como ouvir música, dá pra comparar ouvir música com outra coisa? Dançar com outra coisa? Não dá.
Livros você pode ler no consultório do dentista, você pode ler no ônibus, na privada. Eles te empolgam, você para e começa onde preferir, quando preferir. Eu estou lendo Jane Austen que me fez lembrar o quanto adoro romances, roupas enormes, emperequetadas e histórias de amor antiga. Mas você pode preferir outra coisa, tem aí um Bukowski que é tão romântico quanto um mendigo morando no bueiro e é super divertido. Faz você aprender mais sobre você, sobre o mundo. Faz você sair do seu umbiguinho aprendendo mais sobre ele. Mas não é pra aprender que a gente lê. É a conseqüência – um resultado muito, enormemente positivo que infelizmente a maioria dos filmes, novelas, músicas não dá. Não to dizendo aqui pra não assistir novela ou filme clichê. Clichês tem lá o seu lado divertido. Tem livros assim e eu aprendi com eles, se não tivesse acesso TAMBÉM a essas coisas eu seria metade tapada do mesmo jeito. Tem gente tão rebuscada na sua “inteligência” que fica metade tapada (pessoas essas que geralmente a gente chama de intelectuais que leem os livros, pessoas da foto lá de cima – o que é uma imagem deturpada, vou te dizer, como dizer que todo gay é travesti).
A mensagem que eu quero passar para os que não leem e gostariam de ler é: leiam, vocês não sabem o que estão perdendo, leiam o que gostam, mas não se obriguem, se divirtam.
Próximo post eu falo sobre os “Direitos do leitor” que o Pennac escreveu. Acho bem válido.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Coisas imperdoáveis...

Gente, eu gosto muito de um Blog chamado "02 Neurônio"... Ele é um blog de 3 mulheres (acho que são 3) ao melhor estilo "Sex in the City"... Bom, a mais top delas é a Jô Hallack, colunista no jornal Metro e junto com as outras 2 , escreveram alguns lvros engraçadissimos que eu ainda vou ler um dia na minha vida...

Bom, elas contam sobre suas vidas, suas solteirisses e claro, oi desespero atrás do macho perfeito, como eu disse, muito "Sex in the City"...
Mas a muito tempo atras eu li um texto de um colaborador do blog delas, que escreveu um post muito, muito engraçado e semana passada elas desenterraram esse post me fazendo rir muito...

Bom, preciso copiar ele aqui, é de chorar de rir...


A infelicidade de ter pau fino!!!


Sabe aqueles papos de que as mulheres não ligam pra longitude de seu membro? Tipo `o que importa não é o tamanho do mastro e sim o balanço do mar´? Pois por incrível que pareça muitas mulheres realmente pensam assim. Mas existe um porém irrevogável e absoluto quanto à bitola!

O que elas alegam é que aqueles sujeitos bem-dotados nem sempre sabem o que fazer com tudo aquilo. O bem dotado acaba causando mais estragos do que prazer. Então não se preocupe tanto com tamanho. Se seu pau não for o equivalente peniano ao Tatoo da ilha da fantasia, tá valendo. Agora, meu amigo, sinto lhe informar, mas se tem uma coisa que a nação feminina não perdoa em hipótese nenhuma é um pau fino!

A verdade é que uma mulher pode estar no auge do tesão, louca para saciar sua sede de sexo. Mas se ela se deparar com uma lapiseira, um graveto, uma hashi, uma vareta, um canudinho dentro da sua cueca, vai ser tomada de um desgosto implacável, capaz de gelar sua alma e provocar o mais profundo dos questionamentos naquele momento. E não há quase nada a ser feito. Se você broxa, sempre tem um Viagra, uma dor de cabeça, um dedo, uma língua, uma desculpinha. Agora, se você tem pau fino...

E o pior é que existe uma rede de informação feminina - muito mais efiicaz que o FBI ou Interpol - capaz de incinerar seu filme num raio de pelo menos 4000 kilômetros. Tipo, se você broxa com uma menina, nada impede que você consiga se dar bem com outra. Se você não teve uma excelente performance numa noite, não invalida uma outra tentativa de sucesso. Mas se você tem pau fino, fudeu! Todas as meninas do seu círculo vão saber assim que a vítima de sua anomalia se encontrar perto de um telefone!

O pior é que nunca você vai se tocar que tem pau fino até que um amigo seu, alertado por uma menina que já teve a infelicidade de dar pra você, te dê um toque. E esse é um dos momentos mais dolorosos na vida de um homem. Avisar ao amigo que ele não possui atributos necessários para uma vida a dois com uma mulher normal. Claro por que ele pode casar com a Sandy ou com a Britney Spears já que elas se orgulham de serem virgens. Ou tentar um enxerto. Quando inventarem isso. Mas até lá...



Isso é da época que a Britoca e a Sandy eram virgens...

Calote - parte II









Pois bem, acho interessante completar o post sobre calote já que quem nunca tomou vai tomar, nem que seja um calote de 1,00




"TOMEI UM CALOTE.. AI MEU DEUS E AGORA?"







Não faça um escândalo virtual chingando e difamando a pessoa, FAÇA UM BOLETIM DE OCORRÊNCIA! Você poderá se complicar e perder totalmente a razão e o direito de ter seu money back.


O B.O é válido desde que o valor ''caloteado'' não seja pequeno.


É o seguinte:


* Faça o B.O
* Entre com um processo por Danos materiais.
* Tenha em mãos dados (quanto mais melhor, sejam prints, números de comprovantes e principalmente endereço)
*
Faça tudo isso LOGO, não se acomode pra no fim do mês quando o calote pesar nas contas você tomar as devidas providências!





Desta forma se a pessoa não lhe devolver a quantia, o que vai acontecer: 


Audiências ->
se ela não comparecer ->
será solicitado o debloqueio da conta desta pessoa para fins judicias, aí sempre que tiver dinheiro na conta o valor do seu prejuízo será debitado na conta, até que chegue no valor a que o Juiz decidiu na audiência. 




Bem, a melhor forma é essa. 




Busquei essas informações através de uma conhecida que é Polícial Civil e tem um perfil de compras e vendas no Orkut.




No mais, boa noite e boa sorte 





"I got horns that open bottles
and I got horns tha hold my keys
I got horns that when you turn it right
They help me watch TV


I got horns that opens pickles jars
And horns that come with hair
I got horns that hang my other horns


I ALWAYS COME PREPARED


Be prepared, be prepared,
This Lesson must be shared, this lesson must be shared
Be prepareed"


:)