quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Bolo - Pão de Queijo!



Receita da minha madrinha!
Ela aprendeu esse bolo na cidade do interior onde mora, colonizada por pomeranos!
É simples de fazer e fica DIVINO!

Ingredientes:

* 1/2 xícara de óleo
* 1/2 xícara de leite
* 3 ovos
* 250g de polvilho doce
* 1 xícara de queijo ralado
* fermento em pó

Preparo:

Coloque o óleo, leite e ovos no liqüidificador, bata bem e coloque numa tigela, acrescente o polvilho, queijo ralado e fermento e misture bem!
Colocar num forno pré-aquecido a 180º e assar até dourar!
Sirva quente!

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

A estrangeira (ou: Is this is real life?)

Sabe A vila? Me perdoem o spoiler, se não sabem. Mas eu já vivi na vila.
Toda minha infância e adolescência eu vivi na Vila, com medo dos monstros, de ir para o outro lado... Com a pequena diferença de que eu sabia que do outro lado havia um outro mundo mais moderno, mais coerente, do qual eu queria muito fazer parte... só que os monstros, provavelmente me devorariam se eu fosse para o outro lado. Essa metáfora é ideal pra descrever a minha família evangélica fanática religiosa. Era nesse mundo estranho que eu vivia, apenas com a diferença que de vez em quando eu encontrava as pessoas destemidas “do outro lado” que me alertavam de quão ridículo era viver na Vila. Eu me vestia diferente, comia diferente, acreditava e pensava diferente e tinha costumes e sonhos muito diferentes dos que existiam do lado de lá. Mas um dos meus sonhos era atravessar para o outro lado, que me parecia mágico e livre.
Pois bem, assim que descobri que os monstros eram só minha mãe me enganando, eis que eu fui para o outro lado e... Tive que lidar com um mundo diferente que eu simplesmente não dominava. A época era outra, outra era a cultura, a língua tinha mudado, os costumes e as crenças, tudo era diferente.
Até hoje eu lido com o fato de ser estrangeira. Tampouco posso voltar – nem quero! – para o mundo limitado e seguro de antes (lá eu também não pertenço mais). Aqui eu fico, mas vivo da incerteza de qual é o meu papel, de como devo reagir, de como eu devo ser para ser agradável. Imaginem vocês que meu papel de antes era encontrar um moço, casar, ter filhos e cuidar da casa assim como há alguns muitos anos atrás. Mas aqui, agora, o meu papel é outro. Eu não sei bem qual é, ninguém aqui é de ter certezas (não são minha família para me dar certezas). E eu fico assim meio solta, meio bamboleante, sabendo o que não fazer, mas nunca sabendo o que fazer.
É, é meio solitário andar por entre essa gente de cá, tão distante e diferente do meu mundo de antes. Tão incertos. Tão desunidos. E livres demais...

Ps: Eu acho que as pessoas querem ser famosas e notadas porque elas não sabem o que fazer da vida e querem que os outros deem uma ideia.
Ps2:Eu vou criar um formspring. Será um formsprig: "Opine sobre a minha vida", onde vocês dirão o que as pessoas devem fazer da vida delas.
Ps3:Ia ser muito legal cada um se ajudando a encontrar um caminho e um tom de roupa que combine mais com a pele. Já que é muito mais fácil ver pra quem está de fora...

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Morram

Só pra não encher o post de dramalhama drama drama... Morram de fofurice:
 
 E pra encerrar, nada melhor que um Pug Porn






Ps: Creditos das fotos: quefofo.com.br

Receita para cabelos porosos

Acho que uma das melhores opções para tratar os cabelos porosos ainda são os lipídios.
Obviamente reconstrução tb é necessária, mas os lipídios ajudam em manter a queratina dentro do fio, evitando a perda da proteína. O cabelo é basicamente queratina, água e lipídio (em termos mais grosseiros - gordura). O lipídio do cabelo, pelo que vi na net, é a CERAMIDA.

Há algum tempo atrás eu postei na comunidade Hidratação Capilar uma matéria sobre ceramidas, onde era revelada que ela não reconstruía nem fortificava o fio (tcharan), ela apenas fechavas as escamas e impedia que o cabelo perdesse proteína. ENTÃO já sabe, produtos a base de ceramidas é bom dar preferência se tiver outro princípio ativo...

A própria ABSOLUT REPAIR tem como princípio ativo a CERAMIDAS (acho que é o princípio ativo preferido da L'orèal, hehe). Nunca usei e não estou falando mal... até mesmo pq a máscara é a base de ceras naturais tb. Na minha opinião, para cabelos porosos, ceras naturais e ceramidas é um casamento perfeito, não?
Então fiz a seguinte receita... vc vai precisar de:
shampoo de sua preferência (pode ser anti resíduos)
mel de abelha (por causa das ceras naturais)
máscara à base de ceramidas
1 touca

opcionais:
condicionador
leave in


Vc deve lavar BEM os cabelos.
Após enxaguar, vc deve retirar o excesso de água. Separe o cabelo em mechas e passe mel puro. Pode dar um pouco de trabalho por causa da consistência, mas depois de distribuir o mel, fica bem fácil. Massageie cada mecha e desembarace.

O aspecto ficará bem estranho, pois parecerá que vc passou óleo mineral no cabelo ou algo do tipo. É por causa das ceras naturais do mel. Mas não se preocupe, elas são hidrossolúveis e saem normalmente no enxágue.

Coloque a touca e deixe agir 15 minutos.
SEM ENXAGUAR, passe a máscara de ceramidas. Massageie bem para que a máscara se misture ao meu que está no fio. Deixe agir o tempo recomendado na embalagem. Se preferir, use touca. Enxágue e se preferir, condicione o cabelo.

Depois é só passar algum leave in, finalizar com uma escova se desejar e pronto.
Para máscaras eu reomendo a Niely gold Ceramidas OU Ceramidas e Monoi Anti age da Farmaervas ou a Amino Shock (fica melhor com essa).
Beijo e queijo. Até mais.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Tédio é comigo mesmo :)


Como Jogar:
mira
lança a bola





Advertência: Jogue apenas uma vez. O uso contínuo desse jogo pode causar daltonismo, perca
de produtividade no trabalho e fim de namoro

Meu record:
(não sei me orgulho ou fico triste)






Sabe o score do primeiro lugar no Top30?
 Um milhão, setecentos e oitenta e dois mil, seiscentos e oitenta pontos (y) 1782680. Verme.


domingo, 24 de janeiro de 2010

Gambiarras

Estou sem assunto. É, as vezes acontece mesmo, é tanta coisa acontecendo, tanta informaçao que ficamos sem ter o que desenvolver.
*Ironico, nao?

Fui checar meu e-mail. Eu tenho esse amigo que me manda muita besteira. Pra se ter noçao, a brincadeira começou quando ele me perguntou:

-Qual é o seu e-mail pra receber lixo?

Desde entao eu tenho certeza que em algum dia da semana irei receber dezenas de bobagens, algumas ate uteis e engraçadinhas e outras que só servem pra spam. Mesmo.
Selecionei um e-mail em particular que achei assim..."Meo Deos, eu simplesmente nao acredito!". Que me fez assim, ter muita vergonha alheia, porem é criativo e mostra como o ser humano dá um jeito de se virar quando precisa.

O mundo das gambiarras













































































































Para mais emoçoes fortes, visite http://thereifixedit.com/
Ao menos te garante boas risadas! d:-P

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Neo-romantismo

Está num dos livros de história, ficção, máximas etc. mais famosos do ocidente que “O que foi, isso é o que há de ser; e o que se fez, isso se tornará a fazer; de modo que nada há de novo debaixo do sol”. E desde que os românticos vieram com a ideia de originalidade, o nada se faz de novo debaixo do sol dói (por isso nós românticos sofremos tanto).
Nós vivemos num “novo” romantismo, num “novo” fim-de-século (e o que se fez, isso se tornará a fazer...). O Romantismo prezava e muito a ideia de originalidade, pois então é um enorme contra-senso estarmos aqui revivendo a mesma ideia antiga, séculos depois. É ridículo. Acho que nada tão claro caiu sobre nós, atualmente, como a percepção do quanto somos ridículos. E o pior é que isso não é novidade, os românticos também tinham essa mesma humildade. Mas em nós isso é triplicado, afinal somos ridículos e um ridículo cópia de um outro ridículo séculos lá atrás. Somos a cópia de um ridículo, ou seja, um ridículo ainda mais ridículo.
Talvez essa seja a diferença que move nossa arte. Se havia niilismo e pessimismo antes, agora temos niilismo, pessimismo e chuta-o-pau-da-barraca. Somos tão, tão ridículos que qualquer animal vale mais do que a gente (daí o ambientalismo...). E nós somos tão irônicos e sarcásticos e nos ridicularizamos tanto (conscientes do nosso ridículo) que nada melhor explica nosso pensamento neo-romantista tão bem quanto uma frase de Simpsons (pois é, que ridículo!) em que dois adolescentes num show depressivo, um fala algo irônico, o outro pergunta: isso foi sarcasmo?, o primeiro pensa um pouco e respondo: ah... eu não sei! É o niilismo redobrado. O ceticismo, o relativismo mais-do-que-exacerbado. Tanto faz tanto, que mesmo o que eu disse pode ser, pode não ser e mesmo o que eu estou dizendo agora se inclui nisso. Talvez seja melhor não dizer nada, apenas murmurar!
Aí surgem os aterrorizados: os absolutistas. Esses são os que temem essa falta de onde se segurar nesse mar louco de falta de sentido. Mas não são a maioria – se são, não contam, porque o que fazem, fazem por medo, sua convicção é seu salva-vidas. Ou ainda o fazem por desejo de originalidade (que não se confirma porque absolutismo é mais antigo ainda) e o desejo de originalidade nada mais é do que um desejo romântico.
Ainda existem os engajados. Estes são os únicos que fazem, atualmente, algo realmente original. Os que procuram a verdade, os que procuram a explicação, os que estão atrás da ciência e de tudo que é pragmático. Falo dos que inventaram o celular pra depois inventar MP50. Isso sim é novo, realmente novo. Os que estão na física, na medicina, na matemática, na lingüística, na filosofia estudando as novas possibilidades. Deles pode vir algo novo (no velho Romantismo as ciências naturais e a pesquisa também evoluíram muito...).
Mas nosso ambiente intelectual, o que pensamos da gente, da vida, do mundo... isso está de volta à estaca -1. O que pintar, o que escrever, enfim, o que expressar de um mundo que já foi exprimido? Ainda por cima, como ser original dentro disso?
Pode ser um preconceito, ou um mal-gosto, mas é só inventar a forma dos microcontos? Os imbecis microcontos... um sorrisinho é tudo o que conseguem suscitar. São interessantes, refletem nossa atualidade exemplarmente (esse nosso neo-romantismo)... são ridículos, rápidos, pílulas comprimidas porque não se tem mais o que falar, nós não temos mais o que dizer; nós esperamos sempre do outro que consiga completar... Porque já foi dito, já foi pensado! Basta completar. Ah! Eu não vou escrever muito, basta uma frase, você, leitor, me dirá...
E o: você, leitor, não tem mais tempo pra isso, somos da era tecnológica, estamos correndo pra lá e pra cá eu já acho uma bobagem pensar assim! O tempo voa, mas ainda há tempo de sobra pra sentar, escrever, pra ler... Sim, ainda existe o ócio.
A gente se ocupa, se ocupa bastante. Mas também! Se eu me desocupar e prestar atenção caio num desespero. Nosso mundo é sem sentido e pra nos salvar não temos nem o amor transcendental romantista. Ah, a redenção do amor transcendental que era o bote salva-vidas romântico a gente não herdou. Tudo é sexo e Freud explica. Então quer tempo mais sacana e deprimente?
Acho que por menos atual que seja, ainda é um exemplo. A literatura de um Bukowski e de um Rubem Fonseca... é um: mas que se foda! É o ridículo exposto. É nosso tempo. Eles ainda se dão ao luxo de afirmar algo, mesmo que seja “de qualquer jeito”, sem pretender chegar a lugar algum – porque chegar a algum lugar não combina com nosso relativismo exacerbado. Bom, melhor que o microconto que por medo de afirmar qualquer coisa desiste antes de começar.
Nesse sentido, é engraçado aquele vídeo de humor português sobre os artistas que não chegam a lugar algum. De fato, é um sintoma de nosso tempo: não temos lugar algum pra chegar.

PS: Depois de escrever, eu procurei no google sobre neo-romantismo (eu não cheguei a ver na faculdade e nem sabia que já tava categorizado desde 70, que coisa linda!), indico a leitura: Neo-romantismo Parte I e também da parte II . São bem divertidos de ler!