segunda-feira, 6 de julho de 2009

Quanto mais a gente vive, mais a gente emburrece...

Bom, depois de algumas semanas sem postar nada, vou postar mais uma das minhas "crônicas" amargas e mal humoradas sobre a minha vida, ou a vida em geral...
Tô pensando em investir nisso, afinal, agora não precisa mais de diploma pra ser "jornalista" né...
Anyway...
Tava vendo que, algumas coisas que a gente vive hoje, deu indícios de como seria na infância... Ai como adorava a infância, só me preocupava em acertar a goiaba na pessoa certa quando ela estivesse passando na rua e decorar questões de prova...
Quando a gente é pequeno, a gente acha tudo possivel, amarramos toalhas nas costas, subimos na estante e pulamos achando que somos o Super-Homem... Não temos medo, ou pelo menos noção disso, só de apanhar da mãe ou do pai quando a gente faz algo errado...
A gente ria de pessoas que peidavam na nossa frente, do tio gordo com a unha encravada, da tia-avó com bigodes... Hoje a gente tem nojo dos peidorreiros de plantão, o tio já morreu e você nem foi no velório do coitado e a tia-avó tá nas ultimas, mas você não se dá o trabalho de saber nada, alem de esperar o pior...

Parece meio depressivo (e talvez seja de fato), mas sempre menciono o quanto estou cansada de viver... Não existe nada real na vida adulta, as pessoas te usam, mentem pra você, te enganam, a impressão que dá é que nunca foram crianças que pulavam da estante com uma toalha nas costas...
Eu costumava ser a garotinha que sempre se apaixonava pelo menino que era apaixonado pela minha melhor amiga... Não acredito em coincidências, acredito em sucessão de erros...
Porque será que em toda a minha vida, desde bem pequena, todo o amor que eu dedico a alguem só serve de intermeio dessa pessoa chegar a outra???
Isso sempre aconteceu, e se aos meus 9 anos eu tivesse entendido que isso aconteceria na minha vida pra sempre, teria me empenhado melhor na primeira tentativa de suicídio aos 12 anos...

O mundo se torna cada vez mais distante e as palavras cada vez mais distorcidas... Perdi a fé em tudo, em mim principalmente... As vezes quero acreditar que algum milagre possa acontecer na minha vida, mas é besteira pura... Muitas vezes eu faço tudo o que posso e o que não posso pra alguma coisa acontecer, pra alguma coisa realmente dar certo, mas em vão...
E isso acontece a tanto tempo, não é concidência que eu seja sozinha e sempre seja abandonada... É uma sucessão de erros, erros que sempre cometo, erros que não sei ao certo quais são...
Não sei amar, não sei me relacionar, não sei segurar ninguem, não presto nem para as coisas mais simples e instintivas, não presto como compania, como amiga, nem pra trepar...
Me permiti ser apenas um objeto esse tempo todo, e agora, as vésperas de não ter mais capacidade nem pra isso, não me resta muitas coisas em que investir na vida...
Vou continuar sendo ridicularizada por querer certas coisas, vou continuar sendo humilhada pelas pessoas que amo, vou continuar sendo um passa-tempo divertido por alguns 2, 3 meses, nada mais... Nada de verdade... Como me disseram com todas as letras, eu nunca fui nada...
E quando você percebe, está como uma ostra, tão trancada na sua concha e tão encrostada numa pedra, que qualquer onda te assusta e a idéia de jamais ser descoberta, te conforta...

Hoje, eu gostaria de ter uma esperança, esperança de alguma mudança nessa merda toda, hoje eu queria acreditar que algum dia eu terei sorte de me dar bem, seja lá com o que...
Mas acho que não tenho mais coragem de colocar a toalha nas costas e pular da estante, então vou continuar dentro da minha concha, talvez um dia alguem descubra a pérola que guardo aqui dentro, mas duvido disso, a intenção vai ser apenas me comer... LITERALMENTE...

2 comentários:

Marcely disse...

"Não existe nada real na vida adulta, as pessoas te usam, mentem pra você, te enganam, a impressão que dá é que nunca foram crianças que pulavam da estante com uma toalha nas costas..."

concordo em gênero, número e grau com sua crônica. e já falei algo parecido pro Eros, que às vezes me canso do fingimento, da falsidade que é ser adulto. Até... sei lá, um vagalume, a gente finge ser grandes coisas porque parece que ao crescer a gente morreu por dentro e nada mais encanta... a gente finge tudo, a gente finge até mesmo ser criança. Às vezes me parece que até o riso é vazio... e a gente ri da nossa própria desgraça, ou finge que não vê nada disso, e vira um jogo de faz-de-conta deprimente de adultos tentando resgatar a alegria verdadeira da infância... mas tudo em nós é falso. =/

Djuli- Thats what she said disse...

Ceus, como eu odeio concordar com o que voce escreve! d:-/

Faz um tempo que estou me sentindo assim. A diferenca é que nem me comer as pessoas querem!!HAHAHAHAHAHAHAHA

d:-P